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Benedita Olímpia de Abreu

“Dita Paneleira” (1912) Benedita Olímpia de Abreu, aos noventa e oito anos de idade, conhecida como a cidadã mais velha do município paulista de Cunha, não faz mais panelas de barro. Há alguns anos atrás, mesmo depois dos noventa e um anos completos, ainda prosseguia “fazendo panela”, como ela diz, em depoimento sobre a atividade que exerceu por quase toda vida. Nasceu no bairro de Jacuí-Mirim, área rural de Cunha e, aos 15 anos, foi com a avó que aprendeu o ofício. Seu marido um dia lhe construiu um “forno de barranco” no bairro de Suridade, mas ela não demorou muito tempo por ali. Teve sete filhos, três ainda vivos, porém, não deixou continuadores diretos. Uma filha tentou aprender, um de seus netos também, e logo ambos desistiram. Ela conta que fazia potes para a festa do Divino, para batizados e casamentos - e também utensílios de cozinha e mesa para o uso diário da população local. Conheceu todas as ‘paneleiras’ da região em atividade durante o século passado. Para além de seu exemplo de vida dedicada a moldar o barro, o carisma pessoal de Benedita Olímpia lhe rende a homenagem dos vários ceramistas contemporâneos hoje estabelecidos em Cunha.